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Al-Mu'tazilah

Na época dos Tabi’in (seguidores dos companheiros do profeta) especialmente nos dias do Imám Hasan Al-Basri, Wasil bin ’Ata’ emergiu com seu conceito de “a posição entre as duas posições”. Ele dizia que um muçulmano que comete um grande pecado não é mais um crente, nem um káfir (incrédulo), mas está na posição intermediaria entre Kufr (incredulidade) e Imán (Fé), aquela de Fisq (transgreção) e ele permanecerá eternamente no inferno. Imám Hasan o expulsou de seu circulo, e eles então isolaram-se perto de um dos pilares da mesquita. Como resultado eles ficaram conhecidos como Al-Mu’tazilah, significando: Os isolados. Al-Mu’tazilah eventualmente se dividiram em 20 seitas diferentes, cada uma pronunciando Kufr sobre as outras. Sua base comum era a ênfase exagerada no uso da mente e raciocínio em questões que deveriam se basear somente em textos revelados. Eles tentaram interpretar o Islam sobre a luz da lógica e da filosofia, suas crenças incluíam: Que é permissível atribuir a criação dos atos aos seres humanos. Que o Qur-aan é criado e ainda negavam os atributos de Allah além de interpretarem os versículos como sendo alegorias, metáforas, sem exceção e eles negavam que os crentes veriam Allah na outra vida. A crença dos Mu'tazilah serviu de base para inúmeros grupos desviados depois deles como Al-'Ashayrah.

Al-Murji'ah

Al-Murji’ah são aqueles que disseram que os pecados não têm nenhum efeito sobre o Imán (a fé) das pessoas. Os mais extremistas entre eles acreditavam que qualquer um que diz "La Ilaha illa Allah" (Não há divindade a não ser Allah) tem a garantia de entrar no paraíso, mesmo que ele não acredite no que esta dizendo. Segundo a crença da maioria deles para ser um crente era necessário apenas a crença em Allah, assim, o shaytán (o demônio) seria um crente e também o Faraó e que eles e todos os pecadores estariam no mesmo nível dos profetas e dos servos virutosos. Alguns deles também negaram o Decreto de Allah, e são desse modo considerados uma seita dos Qadariyah; enquanto outros acreditavam como Jahm bin Safwan, que os seres humanos estão sobre compulsão e são dessa maneira consideradas uma seita dos Jahmiyah, ao todos existiram 5 seitas de Murji’ah.

Al-Khawárij

Al-Khawárij são aqueles que se revoltaram (fizeram khurúj) contra o líder durante a última parte da Khiláfah (califado) de ‘Uthmán, com sua revolta resultando na morte de ‘Uthmán. Eles não aderem à Sunnah e nem a Al-Jamá’ah (A congregação) 1, e nem eles obedecem ao líder. Na verdade, eles tomaram a rebelião contra ele e a renuncia à fidelidade a ele como sendo parte da religião. Eles também acreditam que aquele que comete um grande pecado é um káfir (incrédulo) e que passará a eternidade no inferno, e por isso acreditam que o sangue e o dinheiro de tais pessoas é lícito. O pensamento de grupos modernos como a Al-Qaedah é baseado em grande parte na crença dos khawárij, e é por meio dessa visão distorcida que eles justificam o assassinato de muçulmanos e não muçulmanos em todo o mundo.


1. A congregação é o grupo salvo, e eles são os companheiros do profeta (
sallAllahu 'alayhi wasalam) e todos aqueles que seguem seu caminho.

Imám Málik e os hereges

Imám Ash-Sháfi'í (rahimahullah) disse:

Sempre que uma pessoa que segue apenas seus próprios desejos (herege) vinha até Málik
(rahimahullah) ele dizia para elas: "Quanto a mim, eu estou na claridade com relação a minha religião. Quanto a ti, você é um dos que duvidam, vá e discuta com outro que duvida como você."

Adz-Dzahabí em Siyar A'lám An-Nubalá sobre a biografia do Imám Málik

'Alí fala sobre o status de Abú Bakr e 'Umar

Muhammad bin Al-Hanafíyah (radiyAllahu 'anhu) relatou:

"Eu perguntei a meu pai ('Alí), 'Quem é a melhor pessoa depois do Mensageiro de Allah (sallAllahu 'alaihi wasalam)?' Ele respondeu, 'Abú Bakr.' Eu disse, 'E depois quem?' Ele respondeu, 'Depois 'Umar.' Eu temi que ele fosse dizer 'Uthmán; então eu disse, 'E depois você.' Ele disse, 'Eu sou apenas um homem dentre os muçulmanos."

Compilado por Al-Bukhári e outros.

Comentando sobre a resposta de 'Ali: 'Eu sou apenas um homem dentre os muçulmanos.' Ibn Hajar diz em seu livro Fath-ul-Bárí, "Ele disse isso por modéstia e humildade, apesar de saber que na época que ele foi perguntado, ele era a melhor das pessoas ainda vivas, pois isso aconteceu depois do assassinato de 'Uthmán."

Que Allah esteja satisfeito com todos eles.

[Aqui o próprio 'Ali (radiyAllahu 'anhu) refuta as crenças desviadas dos shi'ah (xiitas) que exageram sobre o status de 'Ali, alguns deles colocando-o acima do próprio profeta
Muhammad (sallAllahu 'alaihi wasalam), enquanto amaldiçoam quase todos os outros sahabah (radiyAllahu 'anhum), considerando-os incrédulos. Que Allah nos livre disso e afaste-nos desse povo desencaminhado]